terça-feira, 30 de agosto de 2011

vamos semear

Se você não puder ver os resultados, enquanto estiver nessa terra, lembre-se que você é apenas responsável por seu labutar e não pelo sucesso. Continue semeando, continue batalhando!” (C. H. Spurgeon).
 Eu fico encantado com os pormenores do Salmo 126. O contexto narra um júbilo pela saída do povo de Deus do doloroso período de cativeiro em terras babilônias. O regozijo é estampado em várias expressões de alegria ao longo de toda a porção bíblica.
 Em resumo, o povo que já havia pendurado suas harpas nos “salgueiros chorões” por não conseguirem cantar louvores ao Senhor em terra estrangeira agora se unem em um som festivo e delirante de louvor e adoração pelos feitos do Senhor em favor deles.
 É fato que o povo de Deus nunca se sentiu “em casa” na Babilônia, embora saibamos historicamente que muitos optaram em permanecer em exílio, uma vez que já haviam lucrado dividendos com os babilônios, a verdade taxativa é que quem é de Jerusalém não se sente bem na Babilônia.
 Agora, o texto a meu ver chega ao seu clímax no verso 06: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com jubilo, trazendo os seus feixes”. Aqui eu aprendo algumas lições sobre a semeadura que aplico para a minha vida pessoal:
 (a)    Semear é um ato de responsabilidade.
 O semeador não tem outra coisa a fazer se não ser fiel à sua missão (semear). Não há lugar para preguiçosos na trilha do sucesso! Alguém já disse que o único lugar em que “sucesso” vem antes de “trabalho” é no dicionário! Se não semear não se pode esperar a colheita. É uma verdade óbvia, mas desobedecida por muitos que, ficam esperando sentados a vitória cair em seus colos quando na realidade o desafio vital é justamente: sair para semear.
 Sair de sua “zona de conforto”, do seu lugarzinho comum, buscar alternativas para os seus problemas, deixar a inércia, enfim, abandonar o seu pessimismo genético e insistir na conquista de novos territórios para a sua vida pessoal. Tenho aprendido que não ousar, por medo de arriscar é decretar para si mesmo a perpetuação da desgraça!
 (b)   Semear é um ato de fé.
 Quando se lança a semente na terra, o lavrador não tem mais controle da semente, agora tudo depende dela mesma! Ai entra o mistério da fé! A germinação de nossos sonhos (e das promessas que eu venho requerendo do Senhor) virá por meio da minha atitude de confiança no Deus que é eterno e bom!
 Lendo um sermão de Martin Lloyd Jones me vi refletindo sobre um aspecto importantíssimo de nossa vida de oração, o ponto de que as alegações, argumentos e solicitações são legitimas em nossa oração. O grande pregador do século passado acrescenta: “Acredito que Deus, como Pai, Se deleita em ouvir tais alegações, arrazoados e argumentos. Esta flébil geração de cristãos parece que esqueceu aquilo em que nossos pais costumavam deleitar-se quando falavam em ‘reclamar as promessas’”.
 A fé envolve esse elemento de “reclamar as promessas”, isto não tem nada a ver com as exigências pitorescas feitas pelos adeptos da chamada “confissão positiva”, tão comuns aos neo-pentecostais de nosso tempo. Essa atitude apregoada por Lloyd Jones e confirmada nas Escrituras é o de pedir insistentemente até o ponto de escutar o próprio Deus dando a resposta, com o apaziguamento de nosso homem interior pelo sopro fantástico do Espírito Santo.
 (c)    Semear é um ato de paciência.
 Para germinar a semente tem de morrer (João 12.24). É um morrer temporário, pois eis que a semente surgirá na terra em um pequeno espaço de tempo. Mas o semeador precisa ter paciência, porque ele precisa saber esperar. Já reparou que você pode estar esperando o leite ferver, mas é quando você vira as costas que ele derrama?
 Paciência não tem a ver com obsessão em ficar observando sofregamente as semeadas à espera de resultados imediatos. Lembre-se da frase de Spurgeon acima, você é responsável pelo labutar e não pelo sucesso. Talvez não aja uma profissão que dependa mais da ação sobrenatural do Senhor Deus do que o agricultor. Porque ele dependia sempre de coisas que não estavam ao seu controle: chuvas, proteção de pragas, sol na medida certa, enfim, há uma dependência irrestrita do Eterno.
 Estou decidido a viver esses princípios que acabei de compartilhar com vocês: semeando com responsabilidade, fé e paciência e tenho certeza que, em breve compartilharemos muitos “feixes de trigo” que servirão de alimento para as nossas almas tão carentes da verdade em um mundo onde o engano é tão bem aceito!
 Você está comigo?

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